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Chuck Berry





Chuck Berry foi um dos precursores do rock'n'roll e um de seus maiores representantes ao misturar influências do blues e do country nos anos 50. Com narrativas sobre o cotidiano da juventude, o amor e carros velozes, seu grande sucesso foi 'Maybellene’ em 1955. Exerceu influência em importantes nomes do cenário musical como Elvis Presley, ‘The Beatles’, ‘Rolling Stones’ e mais recentemente, Eric Clapton, que declarou que, se não fosse Chuck Berry, ele jamais teria tocado uma guitarra. Cantor, compositor e guitarrista, hoje com quase 80 anos, nos shows é acompanhado pelo seu filho, Chuck Berry Jr., que toca guitarra, e sua filha, Ingrid Berry Clay, no vocal e na gaita.

Charles Edward Berry, nascido no Missouri, em 1931, ainda criança cantava em corais evangélicos, levado pelo pai que era pastor protestante. Aos 14 anos teve seu primeiro contato com uma guitarra, pouco antes de passar uma temporada em um reformatório, por furto. Livre da prisão a música foi esquecida e Chuck trabalhou alguns anos em uma fábrica de automóveis. Por pouco não se tornou cabeleireiro. Apenas em 1946, voltou a tocar. Em 1952 tocava profissionalmente em uma banda de estilo blues-country, ao se destacar como atração principal o nome do grupo foi mudado para ‘Chuck Berry Combo’. Participavam da banda o baterista Eddie Hardy e Johnnie Johnson a quem Berry considerava o melhor pianista e foi homenageado com a música ‘Johnny B. Goode’. Em 1955, Chuck Berry já estava em Chicago com a mulher e seus dois filhos e iniciou sua carreira na ‘Chess Records’. Gravou duas músicas com Willie Dixon no piano: ‘Ida May’, mais tarde regravada como ‘Maybellene’, e ‘Wee Wee Hours’. Um ano depois, Berry já vendia mais discos que todo o staff da gravadora. O toque inconfundível de sua guitarra imortalizou hits como: ‘Johnny B. Goode’ (1958), ‘Roll Over Beethoven’ (l956) e ‘Sweet Little Sixteen’ (1958).




O segredo para conquistar seus ouvintes era prestar atenção na reação de sua audiência e dar a ela o que queria. Tinha uma incrível presença no palco, tocando a guitarra, gesticulando, correndo e fazendo o seu clássico ‘duck-walk’. Sua figura carismática, seu humor irreverente contribuíram para torná-lo um ídolo para a juventude. Por essa razão sua música atravessou gerações, sempre falando diretamente aos jovens. Envolvido com drogas e outros problemas, não era raro o músico estar envolvido em polêmicas. Devido a uma delas, por levar uma prostituta de quinze anos para trabalhar em um de seus bares, foi condenado em 1962 e cumpriu dois anos da sentença. Quando saiu da prisão o rock havia mudado, tanto ‘Beatles’ como os ‘Rolling Stones’ haviam regravado suas canções e a simplicidade de sua música sofreu influências do rhytm & blues, que ele sempre aceitou.




Depois disso, sua carreira nunca foi totalmente recobrada, embora a música ‘My Ding a Ling’ em 1972 tenha sido o maior sucesso de sua carreira. Apesar de sua técnica única como guitarrista, era nos shows ao vivo que sempre fazia mais sucesso e um de seus álbuns, ‘London Sessions’, gravado em Londres em 1972, está até hoje entre os mais vendidos. Em 1979 teve novamente problemas com a justiça e em 1990 foi preso sobre acusação de ter instalado uma micro-câmera no banheiro feminino de seu restaurante. Em 1986 tornou-se um membro inaugural do ‘Hall da Fama’ do rock and roll. Sua autobiografia foi publicada em 1988. Chuck Berry é um ícone que estabeleceu o rock como uma forma musical e uniu o mundo dos negros e brancos na música

2000-Anthology


CD1


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2006-Collection